QUEM SOU EU

Minha foto
A FRATERNIDADE IMACULADA CONCEIÇÃO foi fundada em 29 de novembro de 2014.. Desde o final de 2009, reúne-se aos terceiros domingos, às 8:30h, na Paróquia Imaculada Conceição e São Sebastião, no Engenho de Dentro, à Rua Catulo Cearense, nº 26, Rio de Janeiro. Atualmente, somos 8 irmãos professos, 1 formanda, 2 simpatizantes, 2 amigos/visitantes. Temos como assistente espiritual Frei Aender, OFMCap. A Fraternidade Imaculada Conceição (em formação) promove, no primeiro domingo de cada mês, a venda do “Bolo de São Francisco”, cuja renda tornou-se uma pequena contribuição para as obras da Capela de Nossa Senhora da Paz, que está sendo construída na Comunidade Camarista Méier. Os membros da fraternidade participam da equipe de Liturgia na missa que é celebrada no local da construção da capela e de dos diversos serviços pastorais de suas paróquias.

Vídeos

Loading...

Peregrinação Roma / Assis

Peregrinação Roma / Assis
Peregrinação Roma / Assis - 2015 Informações www.qualitaturismo.com.br/italia-20- 29/07

Calendário - Maio - 2015

3/5 - Venda do Bolo de São Francisco
9/5 -Coroa Franciscana das Sete Alegrias de Nossa Senhora- 16 h
17/5 - Reunião geral - 8:30h.
31/5 - Coroação de Nossa Senhora- 8:30h.

domingo, 24 de abril de 2011

Santa Josephina Bakhita


Bakhita nasceu no Sudão, região de Dafur na África, no ano de 1869 e através de suas poucas informações sabemos que sua aldeia natal é Olgossa, cuja pronúncia é “algoz”, que em árabe significa “Dunas de Areia”.
De família abastada, seu pai possuía terras, plantações e gado; ele era irmão do chefe da aldeia. Sua família era composta pelos pais e sete filhos, sendo muito unidos e afeiçoados.
Não devemos nos esquecer de que, apesar de possuírem terras, gado, etc., viviam num aldeia onde as cabanas eram de barro com telhado de palha. Todos nas aldeias estavam sujeitos ao grande perigo que eram os bandos negreiros que raptavam homens, mulheres e crianças para negociar no mercado de escravos.
No ano de 1874, sua irmã mais velha foi raptada. A dor dilacerou o coração daquela família tão unida e feliz.
“Bakhita” não foi o nome que recebera dos pais quando nasceu. No ano de 1876, com mais ou menos 7 anos de idade, foi raptada e arrancada do seio de sua família. A pequena menina tomada de pavor, foi levada brutalmente por dois árabes e foram eles que impuseram o nome de “Bakhita”, que significa: “afortunada”.
A pequena escrava, depois de um mês de prisão, foi vendida a um mercador de escravos. Na ânsia de voltar para casa, Bakhita se arma de coragem e tenta fugir. Porém, foi capturada por um pastor e revendida a outro árabe, homem feroz e cruel, que, por sua vez, revendeu-a a outro mercador de escravos.
Novamente ela é vendida a um general turco, cuja esposa era mulher terrivelmente má. Desejou marcar suas escravas e Bakhita estava entre elas. Chamou então uma tatuadoura que, com uma navalha, ia marcando os corpos das meninas que se contorciam de dores, mergulhadas numa poça de sangue. Bakhita recebeu no peito, no ventre e nos braços 114 cortes de navalha que eram esfregados com sal para que as marcas ficassem bem abertas. A jovens escravas foram jogadas sem tratamento e nenhum cuidado, durante um mês.
No ano de 1882, o general turco vendeu Bakhita ao agente consular Calisto Legnani que seria, para ela, seu anjo bom. Na casa do cônsul, Bakhita conheceu a serenidade, o afeto e os momentos de alegria, lembranças dos momentos felizes na casa dos pais.
Em 1885 o sr. Calisto é obrigado a retornar à Itália; Bakhita pede para acompanhá-lo e obtêm consentimento. E assim partiram em companhia de um amigo, o sr. Augusto Michieli, a quem o cônsul presentearia em Gênova com a jovem africana.
Chegando à Itália com seu 7º “patrão”, o rico comerciante Michieli, foi para vila Zianino de Mirano Veneto onde Bakhita se tornou babá de Mimina, a filhinha do casal. Apesar de serem pessoas boas e honestas, não eram praticantes de religião. Como sempre, Deus tem seus caminhos e acabou colocando no caminho de Bakhita, o administrador dos Michieli, Iluminato Chechini.
Iluminato era um homem muito religioso e logo se preocupou com a formação religiosa de Bakhita; e ao dar um crucifixo a ela, disse em seu coração: “Jesus, eu a confio a Ti”.
Quando os Michieli tiveram de voltar para Suakin, na África, por motivos de negócios, Bakhita e a pequena Mimina ficaram aos cuidados das Irmãs Canossianas, em Veneza, e isto graças ao sr. Iluminato.
Bakhita iniciou o catecumenato (catequese para receber os sacramentos iniciais), no Instituto das Irmãs. Ao final de nove meses, a sra. Maria Turina voltou à Itália para buscar sua filhinha Mimina e aquela que considerava sua escrava, pois retornariam à África.
Naquele instante, Bakhira já toda apaixonada por Jesus, prestes a receber os sacramentos, recusa-se a voltar para a África, apesar do afeto que nutria pela família Michieli e principalmente pela pequena. Sentia em seu coração um desejo inexplicável de abraçar a fé e vivê-la para sempre.
Apesar dos apelos e até ameaças da sra. Michieli, nossa jovem africana não cedeu em sua minima resolução. Bakhita estava livre, na Itália não havia escravidão. Sua patroa retornou à África com sua filha e Bakhita prosseguiu com sua catequese, feliz mesmo sabendo que seria a última chance de rever seus familiares na África.
No dia 09 de janeiro de 1890, Bakhita é batizada, crismada e recebe a 1° comunhão das mãos do Patriarca de Veneza, Cardeal Agostini. No batismo recebe o nome de Josefina Margarida Bakhita. Ela descreveria este dia como mais feliz de sua vida: sentir-se filha de Deus era-lhe uma emoção inigualável, assim como receber Jesus na eucaristia era o Céu na Terra.
Bakhita nutria em seu coração o sublime desejo de se tornar religiosa, uma Irmã Canossiana. Josefina Bakhita foi aceita na congregação das Filhas da Caridade Canossianas, servas dos pobres e, depois de três anos de noviciado, no dia 08 de dezembro de 1896 pronunciou os votos de: Castidade Pobreza e Obediência.
Depois da profissão religiosa, nossa Irmã Bakhita foi transferida para a cidade de Schio, em outra obra da Congregação, e lá permaneceu por 45 anos, onde passou a ser conhecida como a “Madre Morena”.
Irmã Bakhita era atenciosa com todos, sem distinção, desde as crianças do colégio, seus pais, sacerdotes, com suas irmãs religiosas, etc., sempre levando a todos palavras de conforto, consolo e amor incondicional a Deus Pai.
Em todas as funções que exerceu, sempre colocou seu coração doce e sincero na Igreja, na Sacristia, na portaria ou na cozinha, era tudo para todos, com seu sorriso de anjo.
Irmã Bakhita, em sua infância na África, mesmo sem saber nada de Deus, pensava em seu coração inocente e puro, quando olhava a lua e as estrelas: “Quem será o patrão de todas estas coisas?”. Oh! Bakhita, Deus já estava te preparando para Ele!
Bakhita sonhava com a conversão do povo africano e, no dia de sua profissão religiosa, rezou: “Ó Senhor, se eu pudesse voar lá longe, entre a minha gente e proclamar a todos, em voz alta, a tua bondade. Oh! Quantas almas eu poderia conquistar para Ti! Entre os primeiros, a minha mãe e o meu pai, os meus irmãos, a minha irmã ainda escrava... e todos, todos os pobres negros da África. Faça, ó Jesus, que também eles te conheçam e te amem!”.
No ano de 1947 Bakhita adoeceu, já quase sem forças, em cadeira de rodas, passava horas em oração, em adoração e contemplação. Era o dia 08 de fevereiro de 1947, nossa Irmã Morena murmurava: “Como estou contente! Nossa Senhora! Nossa Senhora!”.
Depois de algum tempo, em seus últimos momentos, disse: “Vou-me devagarinho para a eternidade... Vou com duas malas: uma contém os meus pecados; a outra, bem mais pesada, contém os méritos infinitos de Jesus Cristo. Quando eu comparecer diante do Tribunal de Deus, cobrirei a minha mala feia com os méritos de Nossa Senhora. Depois abrirei a outra e apresentarei os méritos de Jesus Cristo. Direi ao Pai: ‘Agora julgai o que vedes’. Estou segura de que não serei rejeitada! Então me voltarei para São Pedro e lhe direi: ‘Pode fechar a porta porque eu fico!”
Às 20 horas, irmã Bakhita entrega sua alma a Deus. O povo em grande multidão quer dar o último adeus à Madre Morena, sua fama de santidade se espalhou rapidamente e todos recorriam ao seu túmulo pedindo sua intercessão.
Em 17 de maio de 1992 foi beatificada e, em 1º de outubro de 2000, foi elevada à honra dos altares, declarada “Santa” pelo nosso Santo Padre, o Papa João II, sendo que o milagre que a levou a ser reconhecida como Santa, aconteceu em Santos, no Brasil.
Santa Bakhita deve sempre inspirar sentimentos de confiança na Providência, doçura para com todos e alegria em servir.

Santo Antônio


     Pádua está situada na Região Veneto, rica pelas belezas naturais, obras de arte e arquitetura. Antiga cidade universitária que possui uma ilustre história acadêmica. Mesmo sendo uma atraente cidade, o que leva tantas pessoas a ela é a bela história de Santo Antônio.
     "Fernando de Bulhões e Taveira nasceu em Lisboa. Ordenado sacerdote entre os cônegos regulares de Santo Agostinho, deixou-se fascinar pelo ideal franciscano, por ter visto os corpos dos cinco primeiros mártires franciscanos de Marrocos. Entrou no convento de Santo Antônio de Coimbra, onde recebeu o nome de Antônio (...).
     Em 1221 participou do capítulo geral da ordem franciscana e viu São Francisco. Pregou com eficácia contra os hereges dirigindo-se de preferência ao povo. A Quaresma de 1231 assinalou o vértice de sua pregação em que predomina as solicitações sociais(...)."
(Fonte: Missal Cotidiano)
Sua Basílica é o principal monumento de Pádua e uma das principais obras-primas de arte do mundo. Foi iniciada em 1232, possui 115 de metros de comprimento, 38 metros de altura chegando a 68 com a torres, é rodeada por 8 cúpulas e o seu interior é construído em forma de cruz latina.

Basílica de Santo Antônio
Altar-túmulo de Santo Antônio no interior da Basílica


Capela das relíquias
     A Capela das relíquias foi construída no século XVII em estilo barroco. Nos três nichos estão expostos dezenas de relicários.
     Em 1981, com a autorização de João Paulo II, foi efetuado um reconhecimento do corpo de Santo Antônio, após 750 anos de sua morte.
    O primeiro reconhecimento, em 1263, revelou seus restos mortais em excelentes condições, recolhidos numa pequena urna. As análises científicas possibilitaram reconstruir as características físicas do Santo: ele tinha 1,70m de altura, estrutura não muito robusta, perfil nobre, rosto comprido e estreito.
     Foi encontrado também o aparelho vocal intacto: a língua e as pregas vocais, assim como, os restos da túnica que estavam ao lado dos ossos e as duas caixas antigas com panos da época.

     São famosos seus milagres acontecidos ainda em vida, como o da Eucaristia e o da pregação aos peixes:
      A cidade de Rimini, na Itália, estava nas mãos de hereges. À chegada do missionário, os chefes deram ordem para isolá-lo através de um ambiente de silêncio manifestando indiferença. Antônio não encontra ninguém a quem dirigir a palavra: igrejas vazias e praças desertas. Anda pelas ruas da cidade rezando e meditando. Coloca-se diante do mar Adriático e chama o seu auditório: “venham vocês, peixes, ouvir a palavra de Deus, já que os homens petulantes não se dignam ouvi-la”. Logo apareceram centenas de peixes. A curiosidade do povo foi mais forte, foram ver o que estava acontecendo e ficaram maravilhados, aconteceu o entusiasmo, o arrependimento e o regresso à Igreja.
     Durante uma pregação, cujo tema era a Eucaristia, levantou-se um homem dizendo: “Eu acreditarei que Cristo está realmente presente na Hóstia Consagrada quando vir o meu jumento ajoelhar-se diante da custódia com o SS. Sacramento”. O Santo aceitou o desafio. Deixaram o pobre jumento três dias sem comer. No momento e lugar pré-estabelecido, apresentou-se Antônio com a custódia e o herege com o seu jumento que já não agüentava manter-se em pé devido ao forçado jejum. Mesmo meio-morto de fome, deixou de lado a apetitosa pastagem que lhe era oferecida pelo seu dono, para se ajoelhar diante do Santíssimo Sacramento.
     Milhares de pessoas acorriam de toda parte para ouvir os sermões de Antônio. O seu cristianismo não era monótono mas tendia a austeridade, mesmo assim, não desencorajava os penitentes. Conta-se que em uma quaresma, o povo de Pádua não ia trabalhar antes de ouvir Antônio falar sobre a palavra de Deus. E ele já muito debilitado falava ao povo de cima de uma nogueira em Camposampiero.

     Numa tarde, um conde dirigiu-se à cela de Antônio. Ao chegar, viu sair de uma brecha um intenso esplendor. Empurrou delicadamente a porta e ficou imóvel diante de uma cena prodigiosa: Antônio segurava nos seus braços o menino Jesus! Quando despertou do êxtase pediu ao conde que não revelasse a ninguém a aparição celeste.
     Destruído pela fadiga e pela doença da hidropisia, sentiu que a hora do seu encontro com o Senhor estava se aproximando. Desejou ir para a igreja de Santa Maria, mas estando muito debilitado, parou em Arcella, que encontra-se às portas de Pádua. Ali morreu aos trinta e seis anos após pronunciar as palavras: “Video Dominum Meum” (vejo o meu Senhor).
É honrado com o título de “Doutor Evangélico”. Seu culto é um dos mais populares da história e apressou sua canonização, ocorrida um ano após sua morte.




segunda-feira, 18 de abril de 2011

FRASES

Frases de São Francisco de Assis

"E se por esse motivo tiver de suportar perseguições da arte de alguém, que então o ame ainda mais por amor de Deus."

"Ao servo de Deus nada deve desagradar senão o pecado." "Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, em breve estarás fazendo o impossível."

"Onde a pobreza se une à alegria, não há cobiça nem avareza."

"Louvado sejas, meu Senhor, por nossa irmã a Morte corporal, da qual homem algum pode escapar. Ai dos que morrerem em pecado mortal! Felizes os que ela achar conformes à tua santíssima vontade, porque a morte segunda não lhes fará mal!" (O cântico do Irmão Sol)
"Quando te sorriem prosperidade mundana e prazeres, não te deixes encantar; não te apegues a eles; brandamente entram em nós, mas quando os temos dentro de nós, nos mordem como serpentes."
"Uma água turva e agitada não espelha a face de quem sobre ela se debruça. Se queres que a face de Cristo, que te protege, se espelhe em ti, sai do tumulto das coisas exteriores, seja tranqüila a tua alma."
"A paciência é o baluarte da alma, ela a fortifica e defende de toda perturbação."
"Ó meu Senhor Jesus, eu estou pronto a seguir-te mesmo no cárcere, mesmo até a morte, a imolar a minha vida por teu amor, porque sacrificaste a tua vida por nós."
"Ó Senhor, dá-me viver e morrer no pequeno ninho da pobreza e na fé dos teus Apóstolos e da tua Santa Igreja Católica."
"Neste lugar tenebroso, os santos brilham como as estrelas do firmamento. E como os calçados nos defendem os pés, assim os exemplos dos santos defendem as nossas almas tornando-nos capazes de esmagar as sugestões do demônio e as seduções do mundo."
"Quem não pode fazer grandes coisas, faça ao menos o que estiver na medida de suas forças; certamente não ficará sem recompensa"

"E depois que o Senhor me deu irmãos ninguém me mostrou o que eu deveria fazer, mas o Altíssimo mesmo me revelou que eu devia viver segundo a forma do santo Evangelho." (Testamento de São Francisco - 1226)

"E o Senhor me deu e ainda me dá tanta fé nos sacerdotes que vivem segundo a forma da santa Igreja Romana, por causa de suas ordens, que, mesmo que me perseguissem, quero recorrer a eles. E hei de respeitar, amar e honrar a eles e a todos os outros como a meus senhores." (Testamento de São Francisco - 1226)

"E como apareceu aos santos apóstolos em verdadeira carne, também a nós e do mesmo modo que eles, enxergando sua carne, não viam senão sua carne, contemplando-o contudo com seus olhos espirituais creram nele como no seu Senhor e Deus (cf. Jo 20,28), assim também nós, vendo o pão e o vinho com os nossos olhos corporais, olhemos e creiamos firmemente que Ele está presente."

Frases de Santa Clara de Assis

“Nunca perca de vista o seu ponto de partida.”

“Jesus é a Ponte entre Aquele que tudo pode e as criaturas que de tudo precisam. Seja você também uma ponte que liga os que tem de sobra, com aqueles que sentem falta de tanta coisa.”

“O silêncio é a linguagem de quem ama; é melhor que a palavra humana renuncie e se exprima com afeto.”

“Somente a alma, na sua linguagem silenciosa, consegue fazer o que sentimos.”

JUFRA

Jufra é o nome resultante da fusão de Juventude Franciscana.

          A OFS, em todos os níveis, deve promover a vida franciscana entre os jovens, dando atenção especial à Jufra, pela qual é especialmente responsável, segundo as Constituições Gerais aprovadas pela Santa Sé.
          Para que a caminhada da Jufra com a OFS progrida sempre mais, as Fraternidades locais criarão espaço para os jovens, seja no acolhimento, seja na dinâmica das reuniões, seja garantindo-lhes tarefas concretas dentro da Fraternidade. Os membros das Fraternidades sejam mentalizados no sentido de que a Fraternidade não precisa ser monolítica em sua organização, pois, pode ser organizada de diversas formas, inclusive em grupos, para melhor cultivar a vida fraterna (cf. Regra, n. 21c).
          Os jovens, por sua vez, sejam incentivados a acolherem os mais velhos e procurarão colocar-se a serviço dos idosos e enfermos, bem no espírito de São Francisco e do Evangelho.

A Jufra do Brasil está dividida por faixa etária (idade) 
Micro-Jufra: de 8 a 12 anos (até a 1ª Eucaristia); 
Mini-Jufra: de 12 a 15 anos (até a Crisma); 
Jufra: de 15 a 30 anos (até a idade-limite ou o casamento) 

Texto extraído da página eletrônica http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/jufra/

domingo, 17 de abril de 2011

SANTA CLARA UMA HISTÓRIA DE AMOR


      Santa Clara de Assis é considerada uma das maiores figuras femininas  da  história da Igreja. Nasceu em 1194 na casa paterna da praça de São Rufino, na cidade de Assis, na Itália. Clara filha primogênita, de família  abastada, o pai Favorone de Offreduccio pertencia à nobreza de Assis e sua mãe Hortolana dedicava-se intensamente a obras de piedade e caridade, tinha duas irmãs Irnês e Beatriz. Recebeu o nome de Clara porque sua mãe preocupada com o parto rezava diante do Crucifixo, na Igreja de São Rufino, quando uma voz sobre-humana sussurrou-lhe: “Senhora, não tenhas medo, porque darás à luz uma criança, sã e salva, uma luz que resplandecerá com maior claridade do que o pleno dia”. Desde pequena, Clara gostava de ajudar os pobres, da abundância de sua casa supria a indigência de muitos. Para que o sacrifício fosse mais grato a Deus, privava seu próprio corpo de alimentos, enviando-os às ocultas por intermediários aos seus protegidos. Assim cresceu a misericórdia com ela desde a infância e tinha um coração compassivo, movido pela miséria dos infelizes. Rejeitara o casamento proposto por sua família, porque tinha decidido permanecer na virgindade, por opção pessoal. Aos dezoito anos, era uma jovem de vida cristã exemplar, que a todos edificava, praticava o jejum e a oração. O seguimento de Jesus Cristo era seu objetivo principal e ao ouvir as pregações de São Francisco, que apesar de ser de família rica, tinha feito opção pela pobreza, a quem chamava de Dama Pobreza, propôs em seu coração, também ela, fazer a mesma coisa.

          No dia 18 de março de 1212, na noite do Domingo de Ramos, Clara deixou a casa paterna, sabendo que seus pais não aceitariam sua decisão, fugiu e foi ao encontro de Francisco e de seus frades na pequena igreja de Santa Maria dos Anjos, fora dos muros da cidade de Assis. Ali perto, em meio ao bosque, o primeiro grupo de Frades Menores havia fixado sua morada. Depois de cortar os cabelos e trocar os ricos trajes pelas vestes da penitência, foi levada por Francisco para o Mosteiro de São Paulo das Abadessas. Era um mosteiro beneditino,

próximo de Assis, famoso por seu poder e por reunir monjas da mais alta nobreza da região. Clara como nobre poderia ser monja, no entanto vendeu toda sua herança, ou seja, dote, dando tudo aos pobres. Clara renunciou à própria condição social para ingressar no mosteiro apenas na qualidade de serva. Algum tempo depois Francisco resolveu iniciar um grupo novo em São Damião, formados por mulheres, tendo escrito para elas uma forma de vida. São Damião destacou-se em dois aspectos:  a irmandade e a pobreza. Surgiu assim  a nova Ordem das Damas Pobres,  também chamadas Clarissas ou Ordem 11 Franciscana. As Damas Pobres, assumiram, de fato, a condição social dos pobres, compartilhando a sorte dos que estavam à margem da sociedade da época. Seu exemplo atraiu muitas outras jovens e senhoras, dentro e fora de Assis. Além da Irmã Inês, também canonizada, seguiram-na a outra irmã Beatriz, e a própria mãe após ficar viúva. O projeto de vida Clariana tem na pobreza suas mais profunda identidade. Clara temendo que após a morte de Francisco, pai espiritual da comunidade, bem como a fragilidade humana das irmãs que viriam depois dela, declina-se de viver em absoluta pobreza, solicitou ao Papa Inocêncio III, o “Privilégio da Pobreza”, isto é o direito de nada possuir, que foi concedido à comunidade de São Damião, em 1216. Santa Clara deixou por escritos os seguintes documentos: a Regra de Vida ou Forma de Vida (inscrita para Irmãs Pobres de São Damião), o Testamento (inscrito no final de sua vida), a Bênção (inspirada no livro dos números) e cinco cartas enviadas a Inês de Praga (do Mosteiro para Irmãs pobres construindo em Praga) e Ermentrudes de Bruges.

          A Forma de Vida Clariana tem como fontes principais a Sagrada Escritura e a regra de São Francisco para os Frades Menores, tendo em sua mais profunda identidade na pobreza e na vivência do evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Buscava na oração e na penitência a força para sua vida espiritual. Clara fazia jejum três dias por semana, fora as abstinências nos outros dias, tendo ficado bastante enferma. São Francisco aconselhou para que ela pelo menos comesse um pãozinho nos três dias de jejum. Eis alguns textos da Regra de Vida para as irmãs de São Damião, que falam sobre vida de oração:

 “não extingam o espírito de oração e devoção, ao qual todas as outras coisas temporais devem servir” (RegC 7,2);

 “acima de tudo, devem desejar ter o espírito do Senhor e sua santa operação, orar sempre a ele com o coração puro”... (RegC 10,9)

          Em 1224, São Francisco recebe os estigmas, ficando cada vez mais debilitada sua saúde,

tendo sido conduzido por seus irmãos para se recuperar no Mosteiro de São Damião, onde compõe o Cântico do Irmão Sol. Morre São Francisco, em Assis, no dia 3 de outubro de 1226, deixando uma dor profunda no coração de suas filhas espirituais do Mosteiro de São Damião.


          Um triste Natal, cheio de neve e de vento, que deixa os velhos muros do mosteiro de São Damião lívidos e gelados. Clara debilitada pela doença, são 40 longos anos de penitência, de jejuns sem concessões e de rígida disciplina, não encontra forças para ir à igreja e entoar hinos com as irmãs, comemorando o Natal de Jesus Cristo, nosso Senhor.

          As irmãs prepararam um presépio, como São Francisco lhe ensinou, por ele imaginado. As irmãs a pedido de Clara foram todas para igreja e ela ficou sozinha. Em seu coração brotou uma angústia e pranto por não poder unir sua voz aos louvores que as irmãs estão cantando a Jesus. Lágrimas escorrem pelo seu pálido rosto e docemente se lamenta com o Senhor. Subitamente, ela tem a sensação de ser levada por mãos invisíveis e conduzida à igreja de São Francisco, onde se celebra solenemente o Natal. Clara participa de toda celebração, recebendo também, entre lágrimas de alegria, a santa comunhão. Quando as irmãs voltaram para o mosteiro e radiantes de alegria, foram para a cela de Clara narrar a bela cerimônia e lamentar sua ausência. Clara com o rosto ilumina, sorri e responde àquelas dóceis filhas: “Louvai o Senhor, irmãs caríssimas, porque não quis deixar-me só neste lugar e enquanto vós rezáveis, eu, por graça de Nosso Senhor Jesus Cristo e por intercessão de meu pai São Francisco, estive presente em sua igreja e participei de toda celebração, inclusive recebi santíssima comunhão”. Recordando este comovente prodígio, em fevereiro de 1958, o Papa Pio XII constituiu Santa Clara patrona da televisão. Em 1240, o Imperador Frederico II, tentava impor sua autoridade por toda península italiana. Certo dia, as tropas ameaçavam invadir o mosteiro de São Damião e Clara de posse do Santíssimo, enfrentou os sarracenos, gente péssima, sedenta de sangue cristão, que desistiu da invasão não só no mosteiro de São Damião, mas também de toda cidade de Assis. Por sua devoção ao Santíssimo Sacramento, Santa Clara sempre aparece nos ícones e imagens como o Santíssimo na mão.

Eis alguns testemunhos de milagres, no seu processo de canonização:

- Uma vez estando doentes cinco irmãs no mosteiro, Santa Clara fez o sinal da Cruz com a mão e imediatamente ficaram todas curadas. E muitas vezes quando algumas das irmãs tinha alguma dor de cabeça ou em alguma parte do corpo, a bem aventurada madre as livrava com o sinal da Cruz.
- Também curou com o sinal da Cruz uma irmã que tinha perdido a voz há mais de dois anos. Um frade doente de Insônia, uma irmã que tinha uma chaga debaixo do braço, uma irmã que tinha surdez, um menino que tinha uma pedra no nariz, um menino com febre, uma irmã de febre, tosse e hidropisia, um menino que tinha uma mancha que cobria todo o olho.
- Um dia as irmãs só tinham meio pão, pois a outra metade tinha sido mandada aos frades que estavam ali fora. Santa Clara mandou que uma irmã cortasse o meio pão em cinquenta fatias e as levasse para as irmãs embora não entendendo como poderia cortar cinquenta fatias do meio pão, a irmã obedeceu e conseguiu cortar cinquenta fatias boas e grandes. Santa Clara faleceu no dia 11 de Agosto de 1253 em Assis, com 59 anos e foi canonizada em 1255.

]

Nossa vida fraterna em abril

"Francisco diz-nos que vale a pena viver, porque Deus nos dá irmãos." 
( Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM)

Iolanda, Ivanilda , Francisco e Conceição participando da celebração do o matrimônio de Patrícia e Fernando, no dia 15.
O noivo: Fernando

A noiva: Patrícia


Francisco e Ivanilda


Conceição (frente) e Iolanda


Francisco e Iolanda


Marcos e Henrique celebrando com a Comunidade Camarista Méier, em 16/4, no espaço onde está sendo construída a Capela de Nossa Senhora da Paz.



terça-feira, 12 de abril de 2011

Ordem Franciscana de Paraibuna Especial CF 2011 Bem-vindo Romeiro

          Uma equipe da REDE APARECIDA acompanhou uma comunidade que está construindo sua igreja dedicada a São Francisco, conseguindo recursos por meio de reciclagem de material.



"terra é mãe, é criatura viva;
Também respira, se alimenta e sofre.
É de respeito que ela mais precisa!
Sem teu cuidado ela agoniza e morre"
(Fragmento - Hino da CF 2011)




domingo, 10 de abril de 2011

II Fórum Franciscano de Meio Ambiente



Benção e imposição das cinzas no início da Quaresma

" Lembra-te que és pó e que ao pó hás de voltar" (Gen 3,19)


A imposição das cinzas nos recorda que nossa vida na Terra e passageira e que nossa vida definitiva se encontra no céu. A Quaresma começa com a Quarta-feira de Cinzas e é um tempo de oração, penitência e jejum em preparação à Páscoa. Quarenta dias que a Igreja marca para conversão do coração.

A origem da imposição das cinzas pertence à estrutura da penitência canônica. Começou a ser obrigatória para toda a comunidade cristã a partir do século X.  A liturgia atual conserva os elementos tradicionais: imposição das cinzas e jejum rigoroso. As cinzas são feitas com os ramos das palmeiras que foram usadas na procissão de Ramos do ano anterior, que se guardam e se queimas para esse efeito. A forma de bênção faz relação à condição pecadora de quem a recebeu. As cinzas simbolizam: 

  • condições fracas do homem, que caminha para a morte, situação pecadora do homem, oração e súplica ardente para que o Senhor o ajude;
  • ressurreição, já que o homem está destinado a participar no triunfo de Cristo, sinal de conversão e de que nada somos sem Deus.
O costume de pôr as cinzas na testa dos fiéis era uma penitência muito antiga praticada pelo povo hebreu, segundo as escrituras: "Ó filha do Meu povo, veste-te de saco, revolve-te nas cinzas. Cobre-te de luto por um filho único..." (Jer 6,26)


Rumo à Páscoa de Cristo, buscamos redescobrir o nosso Batismo, através do Jejum, da esmola e da oração com o nosso Redentor.

Fonte: Jornal Boas Novas (Boletim informativo da 5ª Forania do Vicariato episcopal Norte)

Bolo de São Francisco de Assis

... E continua nossa contribuição para construção da Capela Nossa Senhora da Paz, no Engenho de Dentro!
Júlia e Maria Alice: estreia na venda do Bolo de São francisco

Como fazemos todo 1º domingo de cada mês, vendemos o Bolo de São Francisco no salão da Paróquia Imaculada Conceição e São Sebastião (rua Catulo Cearense, 26 - Engenho de Dentro), a partir de 7:00. A renda é inteiramente revertida para a obra de construção da Capela Nossa Senhora da Paz.

Neste dia, 3 de abril, compartilharam desse fraterno momento as irmãs Júlia, Maria Alice, Conceição, Iolanda, Letíce e, também, Marcos e Henrique.