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A FRATERNIDADE IMACULADA CONCEIÇÃO foi fundada em 29 de novembro de 2014.. Desde o final de 2009, reúne-se aos terceiros domingos, às 8:30h, na Paróquia Imaculada Conceição e São Sebastião, no Engenho de Dentro, à Rua Catulo Cearense, nº 26, Rio de Janeiro. Atualmente, somos 8 irmãos professos, 1 formanda, 2 simpatizantes, 2 amigos/visitantes. Temos como assistente espiritual Frei Aender, OFMCap. A Fraternidade Imaculada Conceição (em formação) promove, no primeiro domingo de cada mês, a venda do “Bolo de São Francisco”, cuja renda tornou-se uma pequena contribuição para as obras da Capela de Nossa Senhora da Paz, que está sendo construída na Comunidade Camarista Méier. Os membros da fraternidade participam da equipe de Liturgia na missa que é celebrada no local da construção da capela e de dos diversos serviços pastorais de suas paróquias.

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Peregrinação Roma / Assis

Peregrinação Roma / Assis
Peregrinação Roma / Assis - 2015 Informações www.qualitaturismo.com.br/italia-20- 29/07

Calendário - Maio - 2015

3/5 - Venda do Bolo de São Francisco
9/5 -Coroa Franciscana das Sete Alegrias de Nossa Senhora- 16 h
17/5 - Reunião geral - 8:30h.
31/5 - Coroação de Nossa Senhora- 8:30h.

terça-feira, 22 de março de 2011

Reflexão de 20/03/2011 - A TERCEIRA ORDEM FRANCISCANA

A TERCEIRA ORDEM FRANCISCANA
Viver a proposta franciscana "em suas casas"

APRENDENDO COM A HISTÓRIA
Nas linhas abaixo, aprenderemos como iniciou e como se caracteriza a Terceira Ordem franciscana:

     Inicialmente, a Terceira Ordem foi chamada de "Ordem franciscana da Penitência". Reunia mulheres e homens que viviam a proposta franciscana "em suas casas". É esta expressão, sempre repetida, que dava a forma original desta Ordem.
     Em outras palavras, tratava-se de pessoas que procuravam viver a fé nas suas famílias, nas suas profissões e, através de seus afazeres, dentro da sociedade.

Irmãos, erguei-vos, acendei uma luz. Sobre as trevas do mundo, reine Cristo Jesus!

     Dois documentos orientavam a vida deste grupo: a "Carta aos Fiéis" e o "Memoriale" - um estatuto que, embora não escrito por Francisco, regulava os aspectos organizativos e jurídicos da vida franciscana.
     Em 1289, O "Memoriale" foi substituído pela "Regra do Papa Nicolau IV, que submeteu todo o Movimento de Penitentes à Ordem Franciscana. As relações jurídicas e espirituais com a Primeira Ordem foram reforçadas. Somente a partir desta data, é possível falar oficialmente de uma Ordem Terceira propriamente dita.
     Historicamente, a Terceira Ordem desenvolveu diferentes formas. Havia os convertidos na própria casa e os que viviam reclusos. Atualmente, as duas formas da terceira Ordem Franciscanas são as seguintes: A Terceira Ordem Regular (TOR/OSF) e a Terceira Ordem Secular (OFS).

     Existem dons diferentes, mas o espírito é o mesmo.

     Pertencem à Terceira Ordem Regular, 22 congregações masculinas, e 382 congregações femininas, assim como alguns institutos com a mesma Regra comum. Esta regra  foi aprovada pelo Papa João Paulo II no dia 8 de dezembro de 1982. Os membros da Ordem fazem os três votos e professam uma forma de vida baseada nos "conselhos evangélicos", ou seja, na pobreza, na obediência e no celibato. Portanto, pela sua organização, estão mais perto da Primeira e da Segunda Ordem do que da Terceira Ordem Secular propriamente dita.
     Inicialmente, esta "Ordem de Penitentes" tinha uma grande importância na sociedade civil, mas, através ds tempos, acabou transformando-se numa fraternidade piedosa com uma presença insignificante em muitos países.
     Porém, nos últimos decênios, dois fatos têm renovado a esperança de que a "Religião da Encarnação", descoberta e proclamada por Francisco e Clara, seja promovida em todos os setores seculares.
     O primeiro fato refere-se à união de fraternidades de OFS em federações nacionais. Até uma unificação em nível mundial já está sendo reconhecida. esta busca de autonomia em relação à Primeira Ordem e a união entre si traz um novo vigor na vivência própria do carisma desta Ordem.
     O segundo fato refere-se à nova Regra, aprovada em 24 de junho de 1978 pelo Papa Paulo VI, que recupera o autêntico espírito franciscano.

Senhor, que queres que eu faça?
Senhor, que queres de mim?
Mostra-me os teus caminhos.
Senhor, o que queres de mim?

BEBENDO EM NOSSAS FONTES
     Um depoimento das fraternidades da América do Norte nos fala da esperança de revigoramento da Ordem Franciscana Secular, a partir da Regra aprovada pelo grande Papa Paulo VI:
     "A nova Regra paulina de 1978 convoca a Terceira Ordem Secular inequivocamente a fazer parte da 'vanguarda evangelizadora' (Bahia 1983,17), junto com os outros ramos da família franciscana. Além dos muitos aspectos da missão, que elas têm em comum com franciscanos e franciscanas das diversas Ordens, ou seja, a obrigação de anunciar o Reino de Deus pelo testemunho pessoal e modelar, a Terceira Ordem Secular, ainda tem - unto com outros movimentos de leigos - uma missão especial a cumprir, ou seja, 'a renovação da ordem secular no mundo' (Decreto sobre o Apostolado dos Leigos). Este empenho por uma renovação é o 'fermento' que coloca o coração e o espírito de Cristonas coisas diárias dos homens e das mulheres que estão no mundo. Pela concentração de setores de atividades apostólicas, procuram dar-lhes uma conotação franciscana. Entre estes apostolados específicos é preciso nomear:

  • O sagrado estado da família,
  • O trabalho como uma dádiva recebida, capaz de valorizar o melhoramento da humanidade,
  • O engajamento, através de 'iniciativas corajosas em prol da justiça, da Paz e da Preservação da Natureza', isto é, o conjunto de criação animada ou inanimada, para protegê-la."
"Enquanto existem homens e mulheres generosos e prontos para viver e interpretar o evangelho de Cristo, em seguimento de Francisco, num mundo que se transforma continuamente, então o movimento franciscano continuará a ser o impulso de energia espritiual, em todos os tipos de sociedade, capaz de apelar para os homens e mulheres de qualquer época e tocá-los intimamente." (irmã Dorothy Ortega, SFIC, Manil)

fonte: Curso Básico do Carisma Missionário Franciscano (FFB), pág. 22 a 25.

PAZ E BEM


      

quinta-feira, 17 de março de 2011

Um verdadeiro jejum para começar a quaresma


Jejue de julgar os outros e descubra Jesus  que vive neles.
Jejue de palavras que ferem
E farte-se de frases que purificam...
Jejue de descontentamentos
E viva cheio de gratidão
Jejue de ofensas e injúrias
E farte-se de mansidão e paciência
Jejue de pessimismo
E encha-se de esperança e otimismo
Jejue de preocupações
E satisfaça-se de confiança  em Deus
Jejue de lamúrias e queixas
E satisfaça-se com as coisas simples da vida.
Jejue de pressões e farte-se de oração
Jejue de tristeza e amargura
E encha seu coração de alegria
Jejue de egoísmos
E encha-se de compaixão pelo próximo.
Jejue de rancores e encha-se de atitudes de reconciliação...
Jejue de palavras e viva de silêncios para escutar a outros...



Tenha certeza que a melhor preparação para páscoa está no amor!

BOM JEJUM!  E  UMA ÓTIMA QUARESMA!

frei Diniz

segunda-feira, 7 de março de 2011

Hino da Capanha da Fraternidade 2011

HINO DA CF 2011
CNBB


Tema: "Fraternidade e a vida no planeta"
Lema: "A criação geme em dores de parto" (Rm 8,22)
Composição: Pe. José Antônio de Oliveira / Casimiro Nogueira

1. .Olha, meu povo, este planeta terra:
Das criaturas todas, a mais linda!
Eu a plasmei com todo amor materno,
Pra ser um berço de aconchego e vida. (Gn 1)

Refrão. Nossa mãe terra, Senhor,
            Geme de dor noite e dia.
            Será de parto essa dor?
            Ou simplesmente agonia?!
            Vai depender só de nós!
            Vai depender só de nós!

2. A terra é mãe, é criatura viva;
Também respira, se alimenta e sofre.
É de respeito que ela mais precisa!
Sem teu cuidado ela agoniza e morre.

3. Vê, nesta terra, os teus irmãos. São tantos...
Que a fome mata e a miséria humilha.
Eu sonho ver um mundo mais humano,
Sem tanto lucro e muito mais partilha!

4. Olha as florestas: pulmão verde e forte!
Sente esse ar que te entreguei tão puro...
Agora, gases disseminam morte;
O aquecimento queima o teu futuro.

5. Contempla os rios que agonizam tristes.
Não te incomoda poluir assim?!
Vê: tanta espécie já não mais existe!
Por mais cuidado implora esse jardim!

6. A humanidade anseia nova terra. (2Pd 3,13)
De dores geme toda a criação. (Rm 8,22)
Transforma em Páscoa as dores dessa espera,
Quero essa terra em plena gestação!

Refletindo sobre a Perfeita Alegria

Refletindo sobre a Perfeita Alegria
Nos dias em que buscamos a alegria no encontros com os amigos, com nossas
famílias, admirando a criatividade, o colorido e as luzes , podemos também
refletir, com São Francisco,  sobre a Perfeita Alegria.

Numa noite de inverno Francisco e Leão, voltavam de Perúsia para a Porcíuncula, e o frio grandíssimo os irritava fortemente.

Chamando Frei Leão, que ia na frente, Francisco lhe disse: “Frei Leão, ainda mesmo quando nós, frades menores, em toda terra déssemos exemplo de santidade e de boa edificação, não obstante escreve e nota diligentemente que não está nisso perfeita alegria”.E, indo São Francisco mais além, chamou-o pela segunda vez e lhe disse: “Ó Frei Leão, ainda mesmo quando o frade menor iluminasse os cegos, estirasse os entrevados, expulsasse os demônios, restituísse o ouvido aos surdos e o andar aos coxos, o falar aos mudos e, o que é maior coisa, ressuscitasse os mortos de quatro dias; escreve que nisto não está perfeita alegria”.Pela terceira vez, após haver caminhado um pouco, Francisco gritou forte: “Ó Frei Leão, se o frade menor soubesse todas as línguas e todas as ciências, e todas as escrituras, de modo que soubesse profetizar, e revelar não somente as coisas futuras, mas até mesmo os segredos das consciências e das almas; escreve que não está nisto perfeita alegria”.

Indo um pouco mais além, São Francisco chamou ainda forte: “Ó Frei Leão, ovelhinha de Deus, ainda que o frade menor fale com língua de anjo, e saiba os cursos das estrelas, e as virtudes das ervas; e ainda quando lhe fossem revelados todos os tesouros da terra, e ele conhecesse as virtudes das aves, e dos peixes, e de todos os animais e dos homens e das árvores, e das pedras e das raízes e das águas, escreve que não está nisso perfeita alegria”.
E, andando São Francisco mais um pedaço sem dizer nada, depois chamou forte: “Ó Frei Leão, ainda quando o frade menor soubesse pregar tão bem que convertesse todos os fiéis à fé de Cristo, escreve que não está perfeita alegria!”.

E, durando este modo de falar por bem duas milhas, com admiração Frei Leão lhe disse: “Pai, rogo-te da parte de Deus me digas onde está perfeita alegria”.E São Francisco respondeu-lhe: “Quando estivermos em Santa Maria dos Anjos, assim banhados pela chuva e gelados pelo frio, e enlameados de lodo, e aflitos de fome, e batermos à porta do lugar, e o porteiro vier irado, e disser: “Quem sois vós?”, e nós dissermos: “Somos dois dos vossos irmãos”, e ele disser: “Não falais a verdade, antes sois dois tratantes, que andais enganando o mundo, e roubando as esmolas dos pobres; ide-vos embora!”, e não nos abrir, e nos fizer ficar do lado de fora, expostos à neve e à água, com frio e com fome, até à noite; então, se nós agüentarmos pacientemente tanta injúria e tanta crueldade e tantos repúdios, sem nos perturbarmos, e sem murmurar contra ele, e humilde e caridosamente pensarmos que aquele porteiro realmente nos conhece, e que Deus o faz falar contra nós, - ó Frei Leão, escreve que aí está perfeita alegria”.

“E, se nós perseverarmos batendo, e ele sair para fora perturbado, e como a uns pés-rapados importunos nos enxotar com vilanias e com bofetadas, dizendo: “Parti-vos daqui, ratoneiros vilíssimos, ide para o hospital, pois aqui não comereis nem vos abrigareis”; se nós aguentarmos isto pacientemente e com alegria e com amor; ó Frei Leão, escreve que aí está perfeita alegria.
“E se, embora forçados pela fome, e pelo frio e pela noite, batermos mais, e com grande pranto rogarmos pelo amor de Deus que ele nos abra e n os ponha também para dentro, e ele, mais escandalizado, disser: “Estes são uns marotos importunos, mas eu lhes pagarei bem, como merecem”, e sair fora com um porrete nodoso, e nos pegar pelo capuz, e nos jogar por terra, e nos envolver na neve, e nos bater com aquele porrete; se nós todas estas coisas agüentarmos pacientemente e com alegria, pensando nas penas de Cristo bendito, as quais devemos aguentar por seu amor; ó Frei Leão, escreve que aqui e nisto está perfeita alegria!”“E, no entanto, Frei Leão, ouve a conclusão: Sobre todas as graças, e os dons do Espírito Santo, as quais Deus concede aos seus amigos, se há de vencer a si mesmo, e, por amor de Cristo, aturar de bom grado penas, injúrias e opróbrios e incômodos, porque em todos os outros dons de Deus nós não podemos gloriar-nos, por não serem nossos, mas de Deus. Pelo que o Apóstolo diz:

“Que tens tu que não hajas de Deus? e, se dele o houveste, por que te glorias dele, como se de ti houvesses?”

Mas na cruz da tribulação e da aflição podemo-nos gloriar, porque esta é nossa; e por isto o Apóstolo diz:

“Não quero gloriar-me senão na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo!”
Fontes franciscanas - I Fioretti