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A FRATERNIDADE IMACULADA CONCEIÇÃO foi fundada em 29 de novembro de 2014.. Desde o final de 2009, reúne-se aos terceiros domingos, às 8:30h, na Paróquia Imaculada Conceição e São Sebastião, no Engenho de Dentro, à Rua Catulo Cearense, nº 26, Rio de Janeiro. Atualmente, somos 8 irmãos professos, 1 formanda, 2 simpatizantes, 2 amigos/visitantes. Temos como assistente espiritual Frei Aender, OFMCap. A Fraternidade Imaculada Conceição (em formação) promove, no primeiro domingo de cada mês, a venda do “Bolo de São Francisco”, cuja renda tornou-se uma pequena contribuição para as obras da Capela de Nossa Senhora da Paz, que está sendo construída na Comunidade Camarista Méier. Os membros da fraternidade participam da equipe de Liturgia na missa que é celebrada no local da construção da capela e de dos diversos serviços pastorais de suas paróquias.

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Peregrinação Roma / Assis

Peregrinação Roma / Assis
Peregrinação Roma / Assis - 2015 Informações www.qualitaturismo.com.br/italia-20- 29/07

Calendário - Maio - 2015

3/5 - Venda do Bolo de São Francisco
9/5 -Coroa Franciscana das Sete Alegrias de Nossa Senhora- 16 h
17/5 - Reunião geral - 8:30h.
31/5 - Coroação de Nossa Senhora- 8:30h.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

I Encontro Estadual de Jovens - OFM


Por Frei Maffei, OFM

Nilópolis (RJ) – Com o tema “Senhor que queres que eu faça?”, cerca de 130 jovens vindos das paróquias franciscanas, assistidas pela Ordem dos Frades Menores, no estado do Rio de Janeiro, participaram neste último domingo (20/11), na Paróquia Nossa Senhora da Aparecida de Nilópolis (RJ) do 1º Encontro Estadual de Jovens Franciscanos. O ginásio paroquial ficou repleto de alegria com a presença de tantos jovens, oriundos das paróquias onde atuam os frades da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil.
Ao ritmo de músicas animadas e muita descontração, os jovens, pela manhã, timidamente iam chegando. Em suas bagagens traziam muita alegria e esperança. Estavam presentes jovens de Nilópolis, Paty do Alferes, Miguel Pereira, São João do Meriti, Niterói, Rocinha, Petrópolis, Rio de Janeiro e Duque de Caxias.
O tema escolhido para conduzir este encontro foi a indagação do jovem Francisco: “Senhor que queres que eu faça?” A esta questão não se pretendeu dar respostas, mas sim instigar os jovens a refletir e a beber do carisma franciscano, para então, ser promotores da transformação na sociedade.
Este encontro foi pensado a partir da sequência prévia de outros eventos que os Frades Menores do Brasil vêm promovendo. Entre eles, o 1º Encontro para jovens da CFMB (Conferência do Frades Menores do Brasil), em Canindé, realizado em junho de deste ano no Ceará, que reuniu jovens de todo o país, sendo este precedido pelo encontro que a Província realizou em Agudos, meses antes. Segundo o Secretário para a Evangelização, Frei Antônio Michels, este encontro quer ouvir, refletir e rezar com os jovens. “Nós, franciscanos, queremos estar mais junto dos jovens. Não sabemos como, mas vocês jovens nos mostrarão”, afirmou Frei Michels.
Frei Alberto Eckel conduziu a oração inicial do encontro por meio de cânticos e preces em louvor ao criador. Frei Diego Atalino de Melo, após dar boas-vindas aos participantes, lembrou a importância deste encontro enquanto forma de fomentar o carisma de Francisco e Clara de Assis na vida de nossas comunidades.
Este encontro ficou ainda mais enriquecido com a presença e palestra de Dom Mauro Morelli, Bispo emérito e fundador da Diocese de Duque de Caxias, presidente do Consea-MG e coordenador do CTSANS-MG; fundador do Instituto Harpia Harpyia. Ao iniciar a sua fala, D. Mauro, através de um espírito jovial e sábio, destacou que é preciso ter coragem de levantar todos os dias e começar tudo de novo. E, assegurou: “Levanto todos os dias para viver”. Viver é ter coragem de enfrentar o inesperado e, com ele, apreender as coisas belas da vida. Eis aqui a importância dos jovens, que ao aprender as coisas belas da vida não esmorece frente às dificuldades.

D. Morelli enfatizou que é triste ver um país em que a juventude não tem sonhos e que crianças morrem de fome. Por atuar na área de segurança alimentar, o bispo emérito, com propriedade de causa, conduziu os jovens a compreender o que seja propriamente a pobreza e a miséria. “Ser pobre é ter a justa porção que se precisa para viver, é não jogar nada fora, é viver com dignidade, viver como gente”, afirmou o palestrante.

“Pobreza é vida com dignidade, tendo assegurada a porção necessária para desenvolvimento integral da pessoa, acesso à educação e à participação. A pobreza liberta das amarras da ganância, do acúmulo e desperdício. A opulência explora os recursos humanos de forma aviltante e excludente”, falou D. Morelli.
Segundo D. Mauro, Francisco de Assis é um modelo de pobreza, pois ser pobre é ser livre, e na liberdade de filho de Deus, viveu com dignidade. No Brasil, o que se deve acabar é com a miséria e a fome que assolam nossas famílias, formadoras de pessoas, educadora da fé, portanto, valor importantíssimo na edificação da vida.
Dom Mauro Morelli lembrou aos jovens que o desafio é que informação precisa ser somada a uma coisa que se chama discernimento. “Nós temos o juízo, que é um dom. Então, informação com discernimento, avaliação com espírito critico e resultado é sabedoria. Sem discernimento nós teremos mais um idiota bem informado”.
Como não só de palavra vivem os jovens, o convite, após estas palavras provocadoras, foi o de partilhar o delicioso almoço preparado pelas mulheres da paróquia de Aparecida de Nilópolis. Ao retornar do almoço, a Jufra de Nilópolis encenou a música “Seu nome é Jesus Cristo...”. Frei Miguel da Cruz,  assistente nacional da Jufra, marcou presença fraterna e, em poucos minutos, explicou e convocou os jovens a abraçarem o Projeto Franciscano pela Eliminação da Hanseníase.
Em grupos os jovens partilharam suas experiências, anseios e desejos. O que resultou num colóquio em plenária apontando as sombras e as luzes presentes hoje na atuação dos jovens.
A conclusão deste 1º Encontro não poderia ser outra a não ser com a eucaristia, em que os jovens apresentaram a Deus os louvores e os compromissos abraçados a partir deste encontro. Na homilia, Dom Mauro Morelli, a partir da liturgia deste domingo, Solenidade de Cristo Rei, enfatizou a importância de sermos comprometidos com os ideais evangélicos e convidou os jovens a repetir: “Nós somos de Cristo, Cristo é de Deus, e Deus será tudo em todos!” No final da celebração, como envio, cada jovem recebeu, das mãos dos frades um lembrancinha franciscana com uma oração. Dom Mauro Morelli recebeu, como forma de agradecimento, uma Folhinha do Sagrado Coração de Jesus e provocou os jovens a viverem com entusiasmo o carisma franciscano.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Mensagem franciscana do Presépio


          Segundo a tradição, a primeira representação visualizada, teatralizada e celebrada de um presépio aconteceu no ano de 1223, num bosque próximo de Greccio, na Úmbria, região italiana. Quem tomou esta iniciativa foi Francisco de Assis, e ,com isso, ele passa a ser o primeiro a organizar de um modo plástico a cena da Encarnação do Filho de Deus.
          Não é de se discutir se o fato é verídico ou legendário, pois Francisco de Assis foi um apaixonado pelo modo como Deus fez morada no mundo dos humanos, e certamente, mais do que palavras quis mostrar o maior evento de todos os tempos: na carne de um Menino, Deus está para sempre no meio de nós. Vejamos o texto das Fontes Franciscanas: “A mais sublime vontade, o principal desejo e supremo propósito dele era observar em tudo e por tudo o Santo Evangelho, seguir perfeitamente a doutrina, imitar e seguir os passos de Nosso Senhor Jesus Cristo com toda a vigilância, com todo o empenho, com todo o desejo da mente e com todo o fervor do coração.
          Recordava-se em assídua meditação das palavras e com penetrante consideração rememorava as obras dele. Principalmente a humildade da encarnação e a caridade da paixão de tal modo ocupavam a sua memória que mal queria pensar outra coisa. Deve-se, por isso, recordar e cultivar em reverente memória o que ele fez no dia do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, no terceiro ano antes do dia de sua gloriosa morte, na aldeia que se chama Greccio. Havia naquela terra um homem de nome João, de boa fama, mas de vida melhor, a quem o bem-aventurado Francisco amava com especial afeição, porque, como fosse muito nobre e louvável em sua terra, tendo desprezado a nobreza da carne, seguiu a nobreza do espírito. E o bem-aventurado Francisco, como muitas vezes acontecia, quase quinze dias antes do Natal do Senhor, mandou que ele fosse chamado e disse-lhe: ‘Se desejas que celebremos, em Greccio, a presente festividade do Senhor, apressa-te e prepara diligentemente as coisas que te digo. Pois quero celebrar a memória daquele Menino que nasceu em Belém e ver de algum modo, com os olhos corporais, os apuros e necessidades da infância dele, como foi reclinado no presépio e como, estando presentes o boi e o burro, foi colocado sobre o feno’. O bom e fiel homem, ouvindo isto, correu mais apressadamente e preparou no predito lugar tudo o que o santo dissera.
           E aproximou-se o dia da alegria, chegou o tempo da exultação. Os irmãos foram chamados de muitos lugares; homens e mulheres daquela terra, com ânimos exultantes, preparam, segundo suas possibilidades, velas e tochas para iluminar a noite que com o astro cintilante iluminou todos os dias e anos. Veio finalmente o santo de Deus e, encontrando tudo preparado, viu e alegrou-se. E, de fato, prepara-se o presépio, traz-se o feno, são conduzidos o boi e o burro. Ali se honra a simplicidade, se exalta a pobreza, se elogia a humildade; e de Greccio se fez com que uma nova Belém. Ilumina-se a noite como o dia e torna-se deliciosa para os homens e animais. As pessoas chegam ao novo mistério e alegram-se com novas alegrias. O bosque faz ressoar as vozes, e as rochas respondem aos que se rejubilam. Os irmãos cantam, rendendo os devidos louvores ao Senhor, e toda a noite dança de júbilo. O santo de Deus está de pé diante do presépio, cheio de suspiros, contrito de piedade e transbordante de admirável alegria.” (Cel 30,4).
          Sob a inspiração deste fluo, baseando-se nas Fontes Franciscanas, toda a celebração de Natal ganha um novo vigor interpretativo e celebrativo em toda Itália, da Itália para a Europa e da Europa para o mundo. A cidade de Nápoles transforma a cena de Natal num movimento artístico, e a partir dali e dos anos 1700, o presépio é pura arte.
          Unindo a Palavra de Deus, a representação artesanal e o folclore, os presépios vão destacando as típicas figuras regionais, e unem fé e beleza estética. As missões franciscanas levam o presépio para o mundo, e assim, cultura local e tradição cristã mostram o maior feito histórico da cristandade.
          O presépio tem a forma dos momentos culturais: barroco, colonial, rococó, renascentista, moderno, vanguardista, arte popular, oriental, latino-americano, indiano e africano. O Deus Menino está no campo, na cidade, nas tendas, favelas e arranha-céu; está no centro urbano e na periferia. Une a força do sinal, do sacramental, do sagrado, da teologia da imagem, a fala da fé.
          Nos presépios temos a harmonia das diferenças. O mundo do divino encontra-se com o mundo do humano. A grandeza, a onipotência de um Deus revela-se na fragilidade de uma criança. Ali o mundo animal, ovelhas, boi, burro, queda-se contemplativo abraçado pelo silêncio do mundo mineral: pedras e presentes. Há também o toque brilhante daquela Estrela Guia aproximando o mundo sideral.
          As plantas formam o colorido arranjo do mundo vegetal. Anjos e pastores, um pai sonhador e uma mãe silente que guarda tudo no coração; afinal todos são conduzidos pelo mesmo mistério. O curioso e controlador mundo do poder representado pelos Reis Magos vem conferir. Fazer presépios é unir mundos! Aquele Menino fez-se Filho do Humano: veio experimentar a nossa cultura, o nosso jeito, a nossa consanguinidade.
          Num presépio cabe todos os rostos! É o grande encontro dos simples, dos normais, dos marginais, dos ternos, fraternos, sofridos e excluídos. Quando o diferente se encontra temos a mais bela paisagem do mundo. Tudo se torna transparente na unidade das diferenças. Num presépio não existe preconceito, existe sim aquela silenciosa e calma contemplação da beleza de cada um, de cada uma. Encarnar-se é morar junto e respeitar o diferente! Paz na Terra aos Humanos de vontade boa e bem trabalhada! Isso é que encantou Francisco de Assis!
          O presépio nos lembra que Deus não está no mercado das crenças, nem no apelo abusivo do comércio natalino que faz uma profanização deste universo de símbolos: pinheiros e estrelas, animais e pastores, presépios variados. Deus nem sempre está nas igrejas e nem nas bibliotecas; mas Ele está num coração que pulsa de Amor. Esta é a sacralidade inviolável do Natal: Deus está no seu grande projeto, que é Humanizar-se, fazer valer o Amor, Encarnar o Amor!
          Deus não está na violência e nem onde se atenta contra a vida. Deus não está no orgulho dos poderosos nem entre os caçadores de privilégios hierárquicos. Mas Ele está na leveza deste Menino, Filho do Pai Eterno, a grande síntese das naturezas humana e divina.
Ele está aqui na mais bela doação do Sim de José e de Maria. Quando há disponibilidade, todo sonho é fecundo. Ele está onde se faz um presépio: lugar do Bem e da Beleza. É o grande momento de refletir este presente que ele nos dá. Isso é que encantou Francisco de Assis!
          O Amor tem que ser Amado! A Verdade e a Beleza têm que ser apreciadas. Este é o lugar de Luz no meio das sombras humanas. A luz vale mais do que todas as trevas. Deus está ali com você e com Francisco diante do presépio, e abraçando você com silêncio, paz, harmonia, serenidade; acolhendo você e passando-lhe Onipresença, Onipotência eterna para a fragilidade da criatura. No presépio, Deus olha você, pessoa humana, contemplando a suprema humildade da Pessoa Divina.
Por Frei Vitório Mazzuco º

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

OFS - Ordem Franciscana Secular

O que é a Ordem Franciscana Secular
A Ordem Franciscana comemora o 8º Jubileu de sua fundação em 2009. Ou seja, há 800 anos o Papa Inocêncio III aprovava a Regra de Vida escrita por São Francisco de Assis. Em 1212, nascia a Ordem de Santa Clara (as Clarissas) e foi também nessa época que nasceu a Ordem Franciscana Secular (OFS), reunindo homens e mulheres, casados e solteiros, em meio às suas famílias, que buscavam viver o mesmo ideal que tanto atraiu São Francisco. Esta “Ordem Terceira” foi aprovada pelo Papa Honório III em 1221. 

Luquésio e Buonadona são considerados os primeiros franciscanos seculares que, segundo a tradição, foi o primeiro casal que Francisco aceitou na OFS daquele tempo. Mas eles não são considerados os patronos da Ordem e, sim, um rei e uma rainha, que se fizeram pobres por amor a Cristo: São Luís IX, rei da França, e Santa Isabel da Hungria.
Segundo definição do Papa João Paulo 2º, a Ordem Franciscana Secular é a mais antiga forma de organização de leigos que, guiados pela Igreja, unidos em fraternidade e inspirando-se no ideal de São Francisco de Assis, se empenham em testemunhar com a vida o evangelho de Jesus Cristo e se dedicam ao apostolado no estado laical.
Ou seja, para ingressar na Ordem é necessário ter vocação, isto é, um chamado de Deus. Feito o discernimento vocacional, o candidato deve iniciar um período de formação em uma das fraternidades da Ordem. Esta formação compreende os seguintes elementos básicos harmoniosamente integrados: formação humana – baseada nos princípios das ciências modernas, bem como nas grandes linhas do Magistério da Igreja; formação cristã – fundamentada na Bíblia, na Doutrina e no Magistério da Igreja; formação franciscana – atualizada com base na Regra, refontizada nos valores autênticos desde as primeiras origens e tradições; e formação apostólico-secular – a partir da Regra, das Constituições Gerais, dos Documentos Eclesiais e franciscanos.

Histórico
Inicialmente, a "Ordem de Penitentes" tinha uma grande importância na sociedade civil; mas através dos tempos acabou sendo somente uma fraternidade piedosa. Em certa época, isto é no século XIX, o Papa Leão XIII esperava muito da renovada Terceira Ordem Secular, dando-lhe - para este fim - uma nova Regra. De acordo com a opinião normativa de Leão XIII, esta Ordem de São Francisco deveria fornecer, não somente o fundo espiritual da Igreja e da vida pública, mas devia ser também o portador e o verdadeiro instrumento da mensagem sócio-ética da Igreja para, desta maneira, minar as idéias do Marxismo. De fato, na segunda metade do século XIX, a Terceira Ordem Secular foi levada por uma dinâmica renovadora, tornando-se uma das organizações responsáveis pelas famosas "Semanas Sociais" na França, onde exigências sócio-políticas audaciosas foram formuladas. Depois de pouco tempo, porém, essa dinâmica foi cortada por intervenções eclesiais: Sob o Papa Pio X, foi-lhe proibido continuar ocupando-se de modo representativo do setor sócio-político. Desta maneira, uma grande chance se perdeu. Em muitos países, a Terceira Ordem Secular acabou ficando insignificante. 
Nos últimos decênios, porém, surgiu nova chance num outro nível: fraternidades de OFS, originalmente organizadas em volta de conventos da Primeira Ordem, estão começando a unir-se para formar federações nacionais. Finalmente, chegou-se até a uma unificação em nível mundial, dirigida por um Ministro Geral. Agora, esse Ministro (ou essa Ministra Geral, respectivamente) já é tão respeitado e reconhecido que chega a assinar documentos importantes junto com os Ministros Gerais das outras Ordens. A situação é promissora. Há uma chance real de que a "Religião da Encarnação", descoberta e proclamada por Francisco e Clara, seja promovida em todos os setores seculares. Também, a nova Regra vai contribuir para este fim, pois difere essencialmente de todas as Regras anteriores.
Até hoje, as fraternidades ainda se sentem comprometidas pelo "Memoriale", ou seja, a Regra aprovada pelo Papa Nicolau IV que é marcada por uma ascese sombria. Pelo contrário, a nova Regra, aprovada em 24 de junho de 1978 pelo Papa Paulo VI, é toda ela imbuída do autêntico espírito franciscano.
Citamos uma voz representativa das fraternidades da OFS da América do Norte: "A nova Regra paulina de 1978 convoca a Terceira Ordem Secular inequivocamente a fazer parte da 'vanguarda evangelizadora' (Bahia 1983, 17) junto com os outros ramos da família franciscana. Além dos muitos aspectos da missão, que elas têm em comum com os franciscanos e franciscanas das diversas Ordens, ou seja, a obrigação de anunciar o Reino de Deus pelo testemunho pessoal e modelar, a Terceira Ordem Secular, ainda tem - junto com outros movimentos de leigos - uma missão especial a cumprir, ou seja, 'a renovação da ordem secular no mundo' (Decreto sobre o Apostolado dos Leigos). Este empenho por uma renovação é 'o fermento' que coloca o coração e o espírito de Cristo nas coisas diárias dos homens e das mulheres que estão no mundo. Pela concentração em setores de atividades apostólicas, procuram dar-lhes uma conotação franciscana. Entre estes apostolados específicos é preciso nomear: o sagrado estado da família, o trabalho como uma dádiva recebida, capaz de valorizar o melhoramento da humanidade, o engajamento como vanguarda através de 'iniciativas corajosas em prol da justiça, da Paz e da preservação da Natureza isto é, o conjunto da criação animada ou inanimada, para protegê-la e preservá-la."

Regra da OFS

CAPÍTULO I - A Ordem Franciscana Secular (OFS) ou Terceira Ordem Franciscana
1. Entre as famílias espirituais, suscitadas na Igreja pelo Espírito Santo, a Família Franciscana reúne todos aqueles membros do Povo de Deus, leigos, religiosos e sacerdotes, que se sentem chamados ao seguimento do Cristo, na trilha de São Francisco de Assis. Por modos e formas diversas, mas em recíproca comunhão vital, esses procuram tornar presente o carisma do comum Pai Seráfico na vida e na missão da Igreja. 

2. No seio da dita família ocupa unia colocação específica a Ordem Franciscana Secular. Esta se configura como uma união orgânica de todas as fraternidades católicas espalhadas pelo mundo e abertas a todos os grupos de fiéis. Nelas os irmãos e as irmãs, impulsionados pelo Espírito a conseguir a perfeição da caridade no próprio estado secular, comprometem-se pela Profissão a viver o Evangelho à maneira de São Francisco e mediante esta Regra, confirmada pela Igreja.5

3. A presente Regra, após o "Memoriale Propositi"(1221) e após as Regras aprovadas pelos Sumos Pontífices Nicolau IV e Leão XII, adapta a Ordem Franciscana Secular às exigências e expectativas da Santa Igreja nas novas condições dos tempos. A sua interpretação compete à Santa Sé, porém a aplicação será feita pelas Constituições Gerais e por Estatutos particulares. 



CAPÍTULO II: A forma de vida

4. A Regra e a vida dos franciscanos seculares é esta: observar o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo o exemplo de São Francisco de Assis que fez do Cristo o inspirador e o centro da sua vida com Deus e com os homens. Cristo, dom de Amor do Pai, é o caminho para Ele, é a verdade na qual o Espírito Santo nos introduz, é a vida que Ele veio dar em superabundância. Os franciscanos seculares se empenhem, além disso, na leitura assídua do Evangelho, passando do Evangelho à vida e da vida ao Evangelho.
5. Os franciscanos seculares, portanto, procurem a pessoa vivente e operante do Cristo nos irmãos, na Sagrada Escritura, na Igreja e nas ações litúrgicas. A fé de Francisco, que ditou estas palavras: "Nada vejo corporalmente neste mundo do altíssimo Filho de Deus se não o seu santíssimo Corpo e o santíssimo Sangue", seja para eles inspiração e orientação da sua vida eucarística.
6. Sepultados e ressuscitados com Cristo no Batismo, que os torna membros vivos da Igreja, e a ela mais fortemente ligados pela Profissão, tornem-se testemunhas e instrumentos de sua missão entre os homens, anunciando Cristo pela vida e pela palavra.
Inspirados por São Francisco e com ele chamados a reconstruir a Igreja, empenhem-se em viver em plena comunhão com o Papa, os Bispos e os sacerdotes num confiante e aberto diálogo de criatividade apostólica.
7. Como "irmãos e irmãs de penitência", em virtude de sua vocação, impulsionados pela dinâmica do Evangelho, conforme o seu modo de pensar e de agir ao de Cristo, mediante uma radical transformação interior que o próprio Evangelho designa pelo nome de "conversão" a qual, devido à fragilidade humana, deve ser realizada todos os dias. Neste caminho de renovação, o sacramento da Reconciliação é sinal privilegiado da misericórdia do Pai e fonte de graça.
8. Assim como Jesus foi o verdadeiro adorador do Pai, façam da oração e da contemplação a alma do próprio ser e do próprio agir.
Participem da vida sacramental da Igreja, principalmente da Eucaristia, e se associem à oração litúrgica em uma das formas propostas pela mesma Igreja, revivendo assim os mistérios da vida de Cristo.
9. A Virgem Maria, humilde serva do Senhor, disponível à sua palavra e a todos os seus apelos, foi cercada por Francisco de indizível amor e foi por ele designada Protetora e Advogada da sua família. Que os franciscanos seculares testemunhem a Ela seu ardente amor pela imitação de sua incondicionada disponibilidade e pela efusão de sua confiante e consciente oração.
10. Unindo-se à obediência redentora de Jesus, que submeteu sua vontade à do Pai, cumpram fielmente as obrigações próprias da condição de cada um nas diversas situações da vida, e sigam o Cristo, pobre e crucificado, testemunhando-o, mesmo nas dificuldades e perseguições.
11. Cristo, confiado no Pai, embora apreciasse atenta e amorosamente as realidades criadas, escolheu para Si e para sua Mãe uma vida pobre e humilde. Assim, os franciscanos seculares procurem no desapego um justo relacionamento com os bens temporais, simplificando suas próprias exigências materiais. Estejam conscientes, pois, de que, segundo o Evangelho, são administradores dos bens recebidos em favor dos filhos de Deus.
Assim, no espírito das "Bem-aventuranças", se esforcem para purificar o coração de toda a inclinação e cobiça de posse e de dominação como "peregrinos e forasteiros" a caminho da casa do Pai.
12.Testemunhas dos bens futuros e comprometidos pela vocação abraçada à aquisição da pureza do coração, desse modo se tornarão livres para o amor a Deus e aos irmãos.
13. Assim como o Pai vê em qualquer homem os traços do seu filho, Primogênito entre muitos irmãos, os franciscanos seculares acolham todos os homens com humilde e benevolente disposição, como um dom do Senhor e imagem de Cristo.
O senso de fraternidade os tornará alegres e dispostos a identificar-se com todos os homens, especialmente com os mais pequeninos, para os quais procurarão criar condições de vida dignas de criaturas remidas por Cristo.
14. Chamados, juntamente com todos os homens de boa vontade, a fim de construir um mundo mais fraterno e evangélico para a realização do Reino de Deus, cônscios de que "cada um que segue o Cristo, Homem perfeito, também se torna ele próprio mais homem", exerçam com competência as próprias responsabilidades no espírito cristão de servico.
15. Estejam presentes pelo testemunho da própria vida humana, e ainda por iniciativas corajosas, individuais e comunitárias, na promoção da justiça, em particular, no âmbito da vida pública, comprometendo-se em opções concretas e coerentes com sua fé.
16. Estimem o trabalho como um dom e como uma participação na criação, redenção e serviço da comunidade humana.
17. Em sua família vivam o espírito franciscano da paz, da fidelidade e do respeito à vida, esforçando-se para fazer dela o sinal de um mundo já renovado em Cristo. Os esposos, em particular, vivendo as graças do matrimônio, testemunhem no mundo o amor de Cristo à sua Igreja. Por uma educação cristã simples e aberta, atentos à vocação de cada um, caminhem alegremente com os filhos em seu itinerário humano e espiritual. 
18. Tenham, além disso, respeito pelas criaturas, animadas e inanimadas, que "do Altíssimo recebem significação" e procurem com afinco passar da tentação do aproveitamento para o conceito franciscano da Fraternização universal.
19. Como portadores de paz e conscientes de que ela deve ser construída incessantemente, procurem os caminhos da unidade e dos entendimentos fraternos mediante o diálogo, confiando na presença do germe divino que existe no homem e na força transformadora do amor e do perdão.
Mensageiros da perfeita alegria, em qualquer situação, procurem levar aos outros a alegria e a esperança. Inseridos na Ressurreição de Cristo, que dão verdadeiro sentido à Irmã Morte, encaminhem-se serenamente ao encontro definitivo com o Pai. 

CAPÍTULO III: A vida em fraternidade
20. A Ordem Franciscana Secular se divide em fraternidade de vários níveis: local, regional, nacional e internacional. Cada qual delas tem sua própria personalidade moral na Igreja. Essas fraternidades dos diversos níveis estão coordenadas e ligadas entre si segundo a norma desta Regra e das Constituições. 
21. Nos diversos níveis, cada fraternidade é animada e dirigida por um Conselho e um Ministro (ou Presidente), que são eleitos pelos Professos de acordo com as Constituições.
Seu serviço, que é temporário, é um cargo de disponibilidade e de responsabilidade em favor de cada indivíduo e dos grupos.
As fraternidades, internamente, se estruturam de acordo com as Constituições, de modo diverso, segundo as variadas necessidades dos seus membros e das suas regiões, sob a direção do respectivo Conselho.
22. A fraternidade local tem necessidade de ser erigida canonicamente, e assim se torna a célula primeira de toda a Ordem e um sinal visível da Igreja, que é uma comunidade de amor. Ela deverá ser o ambiente privilegiado para desenvolver o senso eclesial e a vocação franciscana e também para animar a vida apostólica de seus membros25 
23. Os pedidos de admissão à Ordem Franciscana Secular são apresentados a uma fraternidade local, cujo Conselho decide sobre a aceitação dos novos lrmãos. 
A incorporação na fraternidade se realiza mediante um tempo de iniciação, um tempo de formação de, ao menos, um ano e pela Profissão da Regra. Em tal itinerário gradual está empenhada toda a fraternidade, também no seu modo de viver. Quanto à idade para a Profissão e ao distintivo franciscano, é assunto a ser regulado pelos Estatutos. A profissão, por sua natureza, é um compromisso perpétuo. 
Os membros que se encontram em dificuldades particulares cuidarão de tratar dos seus problemas com o Conselho num diálogo fraterno. A separação ou demissão definitiva da Ordem, se realmente necessária, é ato de competência do Conselho da Fraternidade, de acordo com a norma das Constituições.
24. Para estimular a comunhão entre os membros, o Conselho organize reuniões periódicas e encontros freqüentes, também com outros grupos franciscanos, especialmente de jovens, adotando os meios mais apropriados para um crescimento na vida franciscana e eclesial, estimulando cada um para a vida de fraternidade. Uma tal comunhão é continuada com os irmãos falecidos pelo oferecimento de sufrágios por suas almas. 
25. Para as despesas que ocorrem na vida da fraternidade e para as necessárias obras do culto, do apostolado e da caridade, todos os irmãos e irmãs oferecem uma contribuição na medida de suas próprias possibilidades. Seja um cuidado das fraternidades locais contribuir para o pagamento das despesas dos Conselhos das Fraternidades de grau superior. 
26. Em sinal concreto de comunhão e de co-responsabilidade, os Conselhos, nos diversos níveis, de acordo com as Constituições, solicitarão aos Superiores das quatro Famílias Religiosas Franciscanas, às quais, desde séculos, a Fraternidade Secular está ligada, religiosos idôneos e preparados para a assistência espiritual. Para favorecer a fidelidade ao carisma e a observância da Regra e para se terem maiores auxílios na vida da fraternidade, o Ministro (ou Presidente), de acordo com seu Conselho, seja solícito em pedir periodicamente a visita pastoral aos competentes Superiores religiosos e a visita fraterna aos responsáveis de nível superior, segundo as Constituições.

"E todo aquele que isto observar, seja repleto no cëu da bênção do altíssimo Pai, e seja na terra cumulado com a bênção do seu dileto Filho, juntamente com o Santíssimo Espírito Paráclito".

Como se organiza a OFS
A Ordem Franciscana Secular é a soma ou a união de todos os seus grupos existentes no mundo. Esses grupos, em linguagem franciscana, chamam-se e são “Fraternidades”, porque são agrupamentos de irmãos e irmãs espirituais que vivem de modo a partilhar entre si todos os seus bens conforme lhes permita o próprio estado de vida. Tais fraternidades são de vários graus ou níveis: o nível mais baixo – porém o mais importante – é o local e designa uma Fraternidade circunscrita a um determinado espaço: paróquia, casa religiosa, bairro, cidade, pequena região. É porém uma Fraternidade perfeita no sentido de que não lhe falta coisa alguma para atingir sua finalidade: conselho, ministro, assistente, etc.
Em um nível mais alto, a Regra cita a Fraternidade regional que é o conjunto de todas as Fraternidades locais de um determinado território que estão ligadas entre si e que têm, unitariamente, a própria organização. 
Assim é fácil intuir o que seja uma “Fraternidade Nacional” e uma “Fraternidade Internacional”. 
A Regra indica apenas esses quatro tipos de Fraternidades; todavia, nada impede que haja Fraternidades em nível intermediário, como, por exemplo, entre a local e a regional pode haver lugar para uma Fraternidade “sub-regional (distrital) que agrupe quatro, cinco, dez Fraternidades de uma região; e, ainda, que haja Fraternidades compostas de várias regiões – Fraternidades inter-regionais – e, talvez, ainda, “Fraternidades Continentais” etc. 


A estrutura interna das fraternidades 

Quanto até agora foi exposto diz respeito à estrutura das Fraternidades em geral: todas devem ter um Conselho, um Ministro eleito pelos irmãos professos etc. Cada Fraternidade, porém, se estrutura do modo que melhor atenda às suas necessidades. Assim, por exemplo, uma Fraternidade pode criar dentro de si mesma grupos especiais de jovens, de casados, de consagrados, de sacerdotes, de doentes, de assistência, de oração etc. Em suma, grupos que tenham “ministérios” a exercer. Assim, dependendo de suas atividades, as Fraternidades podem se organizar de maneiras diferentes; suas reuniões, também, podem ser feitas de modos diversos, conforme as preferências dos diversos grupos. 

Obviamente, essa estrutura e essa atividade pluriformes encontram no Ministro e no Conselho os elementos de unidade entre os irmãos e, ao mesmo tempo, os animadores e os “distribuidores” dessas atividades entre eles. Por exemplo, as atividades do grupo de assistência, confiadas pelo Conselho a outros grupos, podem tornar-se fator de vitalidade mais intensa nesses grupos e, talvez até, inspirador de novas idéias no exercício da caridade, da prática do bem. “A Fraternidade local tem necessidade de ser erigida canonicamente, e assim se torna a célula primeira de toda a Ordem e um sinal visível da Igreja, que é uma comunidade de amor. Ela deverá ser o ambiente privilegiado para desenvolver o senso eclesial e a vocação franciscana e também para animar a vida apostólica de seus membros”.

Segundo o atual Código de Direito, para que uma Fraternidade tenha direito de “cidadania”na Igreja, ela deverá ser erigida canonicamente, isto é, ter o reconhecimento “oficial”.

Para se erigir canonicamente uma Fraternidade, exigem-se os seguintes requisitos: 1. três irmãos professos pelo menos; 2. autorização por escrito do Ordinário do lugar, onde não houver presença da Ordem I; 3. documento de ereção assinado pelo Superior competente da Família franciscana da qual a Fraternidade dependerá; 4. registro dos irmãos inscritos; 5. uma igreja ou oratório, onde se realizem as funções; 6. o conselho com o Ministro e o Assistente.

Etapas para ingresso na Ordem
A Regra indica três fases sucessivas para a incorporação na Ordem.


1. Tempo de iniciação. Não se diz quanto deva durar; se dois, três ou seis meses. Todo Conselho, para determinar esse tempo, costuma levar em conta a cultura religiosa do candidato, seu comportamento etc. A determinação desse tempo poderá ser confiada aos Estatutos; em geral é deixada a critério dos conselhos locais. 



2. Tempo de formação de, ao menos, um ano. É o período do “Noviciado”. A Regra prescreve um tempo de ao menos um ano: não pode ser menos e pode ser mais de um ano. Se for mais, quanto? As Constituições ou os Estatutos particulares responderão. Deveria haver sempre um período elástico de tempo para que tanto a Ordem como o candidato pudessem, em comum acordo, determinar a data da Profissão.


3. A Profissão da Regra. Pela profissão o neoprofesso torna-se membro efetivo da Ordem e, por todos os direitos, membro de toda a família franciscana. Durante as duas etapas anteriores de formação o novo irmão deve ter recebido de seus formadores o necessário para viver o compromisso que vai assumir. Nesse processo ele foi ajudado e sustentado por um mestre expressamente designado para isso e, ainda, pelo ensinamento, pelo exemplo e pelas orações de toda a Fraternidade. 

Assistência dos Frades

  • Assistente Nacional: Frei Almir Ribeiro Guimarães 
  • Santa Catarina: Frei José Luiz Prim 
  • Paraná: Frei Alexandre Magno 
  • São Paulo: Frei Almir Guimarães 
  • Rio de Janeiro e Espírito Santo: Frei Fernando de Araújo Lima 
Jufra
A OFS, em todos os níveis , deve promover a vida franciscana entre os jovens, dando atenção especial à Jufra, pela qual é especialmente responsável, segundo as Constituições Gerais aprovadas pela Santa Sé.
Para que a caminhada da Jufra com a OFS progrida sempre mais, as Fraternidades locais criarão espaço para os jovens, seja no acolhimento, seja na dinâmica das reuniões, seja garantindo-lhes tarefas concretas dentro da Fraternidade. Os membros das Fraternidades sejam mentalizados no sentido de que a Fraternidade não precisa ser monolítica em sua organização, pois, pode ser organizada de diversas formas, inclusive em grupos, para melhor cultivar a vida fraterna (cf. Regra, n. 21c).
Os jovens, por sua vez, sejam incentivados a acolherem os mais velhos e procurarão colocar-se a serviço dos idosos e enfermos, bem no espírito de São Francisco e do Evangelho.


A Jufra do Brasil está dividida por faixa etária (idade) 
Micro-Jufra: de 8 a 12 anos (até a 1ª Eucaristia); 

Mini-Jufra: de 12 a 15 anos (até a Crisma); 

Jufra: de 15 a 30 anos (até a idade-limite ou o casamento) 


Diretrizes da Formação da Jufra do Brasil
1. Definição

As Diretrizes da Formação da Jufra são orientaçãoes para as diversas etapas da caminhada formativa do (da) jufrista. 
2. Objetivo geral 

Levar o (a) jufrista, através das etapas da formação, a um aprofundamento e vivência dos valores humanos e cristãos, bem como a um discernimento, crescimento e compromisso com a vida franciscana secular e com a Igreja.
3. Objetivos específicos

As Diretrizes da Formação da Jufra pretendem:

a) Despertar e vivenciar o carisma franciscano secular; 

b) levar o (a) jufrista a um compromisso de vida Evangélica em fraternidade, segundo o carisma franciscano, criando condições para a profissão na OFS;

c) Conscientizar o (a) jufrista para o espírito da oração que conduza à unidade entre a fé e a vida; 
d) aprofundar a dimensão sócio-político-econômica, religiosa e cultural, capacitando o (a) jufrista a adquirir uma visão crítica da realidade e reconhecer-se como sujeito de transformação dessa realidade, tendo como referencial o Evangelho de Jesus Cristo; 
e) Conscientizar o (a) jufrista da necessidade de sua inserção no mundo, através da participação ativa, individual e coletiva na sociedade;
f) comprometer o (a) jufrista com o processo de renovação da OFS;

g) Estreitar o relacionamento do (da) jufrista com sua família e das famílias entre si; 
h) Levar o (a) jufrista a inserir-se na Pastoral Orgânica da Igreja, dentro do espírito de comunhão e participação. 
4. Etapas da Formação 

a) A Jufra do Brasil tem em suas Diretrizes da Formação as seguintes etapas: Formação Básica da Jufra; Etapa da Formação Franciscana; e Formação do Jufrista Professo.

b) Compete ao Secretariado Regional a preparação e execução do Encontro Inicial, bem como o acompanhamento de cada Etapa da Formação.
c) No caso de não haver um regional estruturado, cabe à Subsecretaria de Área, com a colaboração do Regional da OFS, a preparação e execução do Encontro Inicial, bem como o acompanhamento de cada Etapa da Formação. 

Santos da OFS
SANTA ISABEL DA HUNGRIA, padroeira da Ordem Terceira 
Diz a lenda que Isabel foi invocada mesmo antes de nascer. Um vidente anunciou seu glorioso nascimento como estrela que nasceria na Hungria, passaria a brilhar na Alemanha e se irradiaria para o mundo. Citou-lhe o nome, como filha do rei da Hungria e futura esposa do soberano de Eisenach (Alemanha). 

De fato, como previsto, a filha do rei André, da Hungria, e da rainha Gertrudes, nasceu em 1207. O batismo da criança foi uma festa digna de reis. E a criança recebeu o nome de Isabel, que significa repleta de Deus. 

Ela encantou o reino e trouxe paz e prosperidade para o governo de seu pai. Desde pequenina se mostrou de fato repleta de Deus pela graça, pela beleza, pelo precoce espírito de oração e pela profunda compaixão para com os sofredores. 

Tinha apenas quatro aninhos quando foi levada para a longínqua Alemanha como prometida esposa do príncipe Luís, nascido em 1200, filho de Hermano, soberano da Turíngia. Hermano se orientava pela profecia e desejava assegurar um matrimônio feliz para seu filho.

Dada a sua vida simples, piedosa e desligada das pompas da corte, concluíram que a menina não seria companheira para Luis. E a perseguiam e maltratavam, dentro e fora do palácio.

Luis, porém, era um cristão da fibra do pai. Logo percebeu o grande valor de Isabel. Não se impressionava com a pressão dos príncipes e tratou de casar-se quanto antes. O que aconteceu em 1221.
A Santa não recuava diante de nenhuma obra de caridade, por mais penosas que fossem as situações, e isso em grau heróico! Certa vez, Luis a surpreendeu com o avental repleto de alimentos para os pobres. Ela tentou esconder... Mas ele, delicadamente, insistiu e... milagre! Viu somente rosas brancas e vermelhas, em pleno inverno. Feliz, guardou uma delas.
Sua vida de soberana não era fácil e freqüentemente tinha que acompanhar o marido em longas e duras cavalgadas. Além disso, os filhos, Hermano, de 1222; Sofia, de 1224 e Gertrudes, de 1227.
Estava grávida de Gertrudes, quando descobriu que o duque Luis se comprometera com o Imperador Frederico II a seguir para a guerra das Cruzadas para libertar Jerusalém. Nova renúncia duríssima! E mais: antes mesmo de sair da Itália, o duque morre de febre, em 1227! Ela recebe a notícia ao dar à luz a menina.
Quando Luis ainda vivia, ele e Isabel receberam em Eisenach alguns dos primeiros franciscanos a chegar na Alemanha por ordem do próprio São Francisco. Foi-lhes dado um conventinho. Assim, a Santa passou a conhecer o Poverello de Assis e este a ter freqüentes notícias dela. Tornou-se mesmo membro da Familia Franciscana, ingressando na Ordem Terceira que Francisco fundara para leigos solteiros e casados. Era, pois, mais que amiga dos frades. Chegou a receber de presente o manto do próprio São Francisco!
Morto o marido, os cunhados tramaram cruéis calúnias contra ela e a expulsaram do castelo de Wartburgo. E de tal forma apavoraram os habitantes da região, que ninguém teve coragem de acolher a pobre, com os pequeninos, em pleno inverno. Duas servas fiéis a acompanharam, Isentrudes e Guda.
De volta ao Palácio quando chegaram os restos mortais de Luís, Isabel passou a morar no castelo, mas vestida simplesmente e de preto, totalmente afastada das festas da corte. Com toda naturalidade, voltou a dedicar-se aos pobres. Todavia, Lá dentro dela o Senhor a chamava para doar-se ainda mais. Mandou construir um conventinho para os franciscanos em Marburgo e lá foi morar com suas servas fiéis. Compreendeu que tinha de resguardar os direitos dos filhos. Com grande dor, confiou os dois mais velhos para a vida da corte. Hermano era o herdeiro legitimo de Luis. A mais novinha foi entregue a um Mosteiro de Contemplativas, e acabou sendo Santa Gertrudes! Assim, livre de tudo e de todos, Isabel e suas companheiras professaram publicamente na Ordem Franciscana Secular e, revestidas de grosseira veste, passaram a viver em comunidade religiosa. O rei André mandou chamá-las, mas ela respondeu que estava de fato feliz. Por ordem do confessor, conservou alguma renda, toda revertida para os pobres e sofredores.
Construiu abrigo para as crianças órfãs, sobretudo defeituosas, como também hospícios para os mais pobres e abandonados. Naquele meio, ela se sentia de fato rainha, mãe, irmã. Isso no mais puro amor a Cristo. No atendimento aos pobres, procurava ser criteriosa. Houve época, ainda no palácio, em que preferia distribuir alimentos para 900 pobres diariamente, em vez de dar-lhes maior quantia mensalmente. É que eles não sabiam administrar. Recomendava sempre que trabalhassem e procurava criar condições para isso. Esforçava-se para que despertassem para a dignidade pessoal, como convém a cristãos. E são inúmeros os seus milagres em favor dos pobres!
De há muito que Isabel, repleta de Deus, era mais do céu do que da terra. A oração a arrebatava cada vez mais. Suas servas atestam que, nos últimos meses de vida, frequentemente uma luz celestial a envolvia. Assim chegou serena e plena de esperança à hora decisiva da passagem para o Pai. Recebeu com grande piedade os sacramentos dos enfermos. Quando seu confessor lhe perguntou se tinha algo a dispor sobre herança, respondeu tranqüila: "Minha herança é Jesus Cristo !" E assim nasceu para o céu! Era 17 de novembro de 1231.
Sete anos depois, o Papa Gregório IX, de acordo com o Conselho dos Cardeais, canonizou solenemente Isabel. Foi em Perusa, no mesmo lugar da canonização de São Francisco, a 26 de maio de 1235, Pentecostes. Mais tarde foi declarada Padroeira das Irmãs da Ordem Franciscana Secular. 

FREI CARMELO SURIAN, O.F.M. 


São Luís IX, Rei da França, patrono da OFS 

Luís IX, rei da França nasceu aos 25 de abril de 1215. Foi educado rigidamente por sua mãe Branca de Castela e por ela encaminhado à santidade. Começou a ser rei da França em 1226. Casado com Margarida de Provença, ele impôs-se por toda vida exercício diário de piedade e penitência em meio de uma corte elegante e pomposa. Viveu na corte como o mais rígido monastério e tomou a todo o país como campo de sua inesgotável caridade. Quando o qualificavam de demasiado liberal com os pobres, respondia: "prefiro que meus gastos excessivos estejam constituídos por luminoso amor de Deus, e não por luxos para a vã glória do mundo". 

Sensível e justo, concedia audiência a todos debaixo do célebre bosque de Vincennes. Admirava-lhes sua serena justiça, objetiva supremo de seu reinado. A seu primogênito e herdeiro lhe disse uma vez: "preferiria que um escocês viesse da Escócia e governasse o reino bem e com lealdade, e não que tu meu filho, o governasse mal". Toda sua vida sonhou em poder liberar a Terra Santa das mãos dos turcos. Por uma primeira cruzada promovida por ele terminou em fracasso. O exército cristão foi derrotado e dizimado pela peste. O rei caiu prisioneiro, precisamente a prisão de Luís IX foi o único resultado da expedição. As virtudes do rei impressionaram profundamente os muçulmanos, que o apontaram "o sultão justo".

Em uma segunda expedição ao oriente, ele mesmo morreu de tifo em 1270. Antes de expirar mandou dizer ao Sultão de Túnez: "Estou resoluto a passar toda minha vida de prisioneiro dos sarracenos sem voltar a ver a luz, contanto que tu e teu povo possais fazer-se cristãos".

Os terceiros franciscanos festejam neste dia 25 de agosto a seu patrono, São Luís, rei da França, ilustre co-irmão na terceira Ordem da penitência. Foi sua mãe Branca de Castela que o encaminhou à santidade. Foi um terceiro franciscano que teve de Deus o encargo de exercitar a caridade em terras da França. Na história da França se recorda como um soberano sapientíssimo e também enérgico. O vemos praticar todas as obras de misericórdia convencional, traduz sua fé em ação e buscou no solo viver, e também governar segundo os preceitos da religião. São Luís IX, rei da França, morreu em 25 de agosto com a idade de 55 anos. Seu corpo foi levado à França e repousa em São Dionísio.


REGRA PARA OS EREMITÉRIOS (das Fontes Franciscanas)

A Fraternidade Imaculada Conceição ( em formação), seguindo a dinâmica orientada pela Fraternidade Regional Sudeste II,  baseada na Regra para os Eremitérios  e desenvolvida entre as fraternidades, está fazendo a mesma experiência. Cada irmão/irmã é mãe de um/uma e filha de outro/outra. 
Para que possamos seguir aprofundando nossa opção pela forma de vida franciscana, rezemos ao Senhor!

Regra para os Eremitérios - Deve ter sido escrita entre os anos de 1217 e 1220. Mais tarde,a Ordem deixou de ter eremitérios, que eram  pe­quenos conventos. É um magnífico documento sobre a vida fraterna e a vida de oração.

REGRA PARA OS EREMITÉRIOS (das Fontes Franciscanas)

1 Aqueles que quiserem viver como religiosos em eremitérios não sejam mais de três ou, no máximo, quatro irmãos. Dois deles sejam as mães e tenham dois ou ao menos um por filho. Aqueles levem a vida de Marta e estes a de Maria Madalena.
2 Os dois que forem as mães levem a vida de Marta e os dois filhos a vida de Maria, e disponham dum lugar cercado para morar, onde cada um tenha a sua cela para orar e dormir.
3 E rezem as Completas do dia logo após o pôr-do-sol e tratem de guardar silêncio rigoroso; recitem suas horas canônicas e levantem-se à hora de Matinas, procurando "primeiro o reino de Deus e sua justiça" (Lc 12,31).
4 Rezem a Prima na hora conveniente e após a Terça podem romper o silêncio e falar com suas mães, aproximar-se delas e, se quiserem, pedir-lhes, como gente bem pobre, uma esmola pelo amor de Deus, e em seguida rezem a Sexta e a Noa e, na hora conveniente, as Vésperas.
5 Não permitam a ninguém entrar no lugar cercado onde vivem nem deixem ninguém comer ali.
6 Os irmãos que são as mães fiquem afastados de toda pessoa estranha e em obediência ao seu ministro conservem também os seus filhos afastados de todos para que ninguém fale com eles. Os filhos por sua vez não podem falar com ninguém senão com suas mães e seu ministro e custódio quando a este lhe aprouver visitá-los, com a  bênção de Deus.
7 Os filhos assumam de vez em quando o encargo das mães conforme os turnos que todos acharam conveniente estabelecer.
Empenhem-se com cuidado e solicitude em observar as disposições acima.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Rezando a Coroa Franciscana em comunidade

          Fechando o mês missionário, a   Fraternidade Imaculada Conceição - OFS (em formação) e irmãos de pastorais da  Paróquia Imaculada Conceição e São Sebastião rezaram a Coroa Franciscana, no dia 29 de outubro. O encontro foi animado pelas cantoras Beth e Suzy, do Ministério de Música A Capela.






                                                   










terça-feira, 25 de outubro de 2011

A Coroa Franciscana

A Nossa Senhora das Alegrias e a Coroa Franciscana das Sete Alegrias da Virgem Maria
“Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus meu salvador...! (Lc. 1, 46 – 47).
A Coroa Franciscana
Também chamado de Rosário Franciscano
A Coroa das Sete Alegrias de Nossa Senhora é uma antiga devoção franciscana. A espirpitualidade de São Francisco canta os louvores a Deus por tudo de bom que o Senhor nos faz. Na coroa franciscana, celebramos as grandes alegrias da virgem Maria. São Sete alegrias e rezamos um Pai Nosso, dez Ave -Marias e um Glória ao Pai para cada alegria de Nossa Senhora.
O historiador franciscano, Pe. Luke Wadding, definiu como origem da devoção às alegrias de Maria e da coroa franciscana, o ano de 1422.Conta o renomado historiador, que, no referido ano, entrou na ordem um jovem muito piedoso, e já no noviciado aprendeu o que significa a santa obediência.
O jovem noviço, devotissímo da Santíssima Virgem, enquanto estava na casa paterna, conservava a bela e piedosa devoção de oferecer, a cada manhã, uma coroa de rosas frescas e colocá-las aos pés da imagem de Nossa Senhora. Quando ingressou na ordem, não obteve autorização para cumprir com a sua devoção cotidiana, pois eram muitas às ocupações e os momentos de oração em comum.
Sentindo em seu coração uma dor que, de forma alguma, era aliviada, pensou em deixar a ordem e já decidido, porém com os olhos cheios de lágrimas, dirigiu-se à capela e aos pés da Santíssima Virgem expôs sua dor e seu imenso desejo de se tornar sacerdote.
Maria comove-se como afeto do jovem noviço e com um sorriso de mãe faz a seguinte revelação:
- “Não te entristeças, vou ensinar-te a confeccionar um coroa de flores que não murcham e que podes oferecer-me em qualquer época do ano, e, assim não terás necessidade de deixar a ordem franciscana e nela te tornares sacerdote!... Assim o farás: no principio professarás o credo de tua fé; em seguida rezarás um Pai-Nosso e três Ave-Marias, e meditarás em seguida as 7 maiores alegrias que tive enquanto estive na Terra; e quando fui elevada ao Céu.”
(Sendo = 1 Pai-Nosso e 10 Ave-Marias, x 7 e em cada intervalo reza-se, além do Pai-Nosso, a Glória ao Pai e a meditação da referida alegria.)
Começou o noviço a rezar todos os dias a coroa ensinada por Nossa Senhora e o fazia com devoção e piedade. O mestre dos noviços, em visita as celas dos jovens, percebeu algo diferente na cela de nosso jovem. Eis o que ele viu:
- “Vi um anjo que enfiava em fios de ouro, lindas rosas de prata, de dez em dez, e nos intervalos eram colocados lírios de ouro. Depois de fechada a coroa, o anjo, com grande alegria, colocou-a na cabeça do jovem noviço, e a visão desapareceu.”
O mestre, em estado de júbilo, chamou o jovem e quis saber o que representava aquela visão, e o noviço prontamente explicou como aprendera a rezar a coroa das alegrias de Nossa Senhora.
Estava tão maravilhado o mestre que contou a todos os irmãos e em pouco tempo difundiu-se a devoção por toda a ordem Franciscana e para o mundo.
Muitas indulgências são concedidas a todos os que com devoção recitarem a Coroa Franciscana.
No Brasil a devoção a Nossa Senhora das alegrias e da Coroa Franciscana chegou ao Brasil com Frei Pedro Palácios, um espanhol de Medina do Rio Seco, que veio para Espírito Santo, em outubro de 1558 e trouxe consigo o painel de Nossa Senhora das Alegrias. No ano de 2008 celebram-se os 450 anos do inicio da devoção.
“Ó Santas Alegrias, castíssimas delicias da maternidade virginal!Maria já é Mãe de Deus. O Filho é o mesmo Verbo Divino eternamente gerado pelo Pai. Feliz a Virgem Maria, cujo seio contém o Próprio Deus! (Manuel Bandeira)”